quarta-feira, 27 de maio de 2026

PREFEITURA DE MUCURI PROMOVE 7ª CONFEFÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE, NO DIA 20 DE JUNHO

 


A Prefeitura Municipal de Mucuri, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Conselho Municipal de Saúde, convida toda a população mucuriense para participar da 7ª Conferência Municipal de Saúde, que neste ano traz como tema: “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar de Mucuri”.

O evento será realizado no sábado, dia 20 de junho, no Auditório da Câmara Municipal de Mucuri, com início do credenciamento às 8h. A Conferência representa um importante espaço democrático de escuta, diálogo e construção coletiva, reunindo gestores, profissionais da saúde, conselheiros, representantes de instituições e a comunidade em geral.

Durante a programação, serão debatidos os avanços, desafios e necessidades da saúde pública municipal, visando avaliar os serviços ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e construir propostas que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas de saúde em Mucuri. A participação popular é fundamental para garantir um planejamento mais eficiente, transparente e alinhado à realidade da população.

Como etapa preparatória da Conferência, as pré-conferências de saúde estão sendo realizadas em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município. Para consultar o cronograma e obter mais informações, os cidadãos podem procurar a UBS mais próxima ou os agentes comunitários de saúde. Participar é contribuir diretamente para o futuro da saúde pública em Mucuri.


Fonte: Ascom PMM

BRASIL REGISTRA ESCALADA BRUTAL DA VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS

 


Há um dado no novo Atlas da Violência que atravessa qualquer leitura técnica e se impõe como um choque: em dez anos, o número de notificações de violência sexual contra crianças de 0 a 4 anos no Brasil saltou de 1.671 para 7.845 casos.

Não se trata apenas de um aumento estatístico. O crescimento superior a quatro vezes em uma década expõe um país onde a infância mais vulnerável passou a ocupar o centro de uma crise silenciosa, muitas vezes escondida atrás das paredes de casa.

Mas o retrato mais amplo revelado pelo levantamento é ainda maior.

Embora a explosão proporcional na primeira infância chame atenção pela gravidade, é entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos que a violência sexual atinge sua dimensão mais massiva. Em 2014, essa faixa etária registrava 6.594 notificações. Em 2024, o número chegou a 29.135 casos.

Atlas mostra crescimento explosivo da violência sexual infantil no Brasil - Foto: Luan Julião | Ag. A TARDE | ChatGPT

São mais de 22 mil novos registros em apenas uma década.

Na prática, isso significa que, somente nesse grupo, o Brasil passou a contabilizar uma média de quase 80 notificações por dia de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea, o Atlas da Violência mostra que os casos cresceram em todas as faixas etárias entre 2014 e 2024. O estudo descreve os dados como “um retrato denso e revelador da evolução desse fenômeno no tempo” e alerta que a violência letal costuma ser apenas “o desfecho extremo de processos que começam muito antes”.

A faixa etária mais atingida

Ano após ano, o grupo de 5 a 14 anos aparece como o principal epicentro da violência sexual no Brasil.

Em 2024, essa faixa concentrou cerca de 66% de todas as notificações de violência sexual envolvendo menores de 19 anos. Os pesquisadores classificam esse grupo como o mais vulnerável diante desse tipo de crime.

É justamente nessa idade que a infância começa a ampliar seus espaços de convivência para além da família. Escola, transporte, atividades sociais e redes de contato passam a integrar o cotidiano das vítimas. Segundo o estudo, esses ambientes se tornam importantes tanto para a exposição à violência quanto para a identificação dos casos.

Ainda assim, o lar continua sendo o principal cenário dos abusos.

A infância sitiada

Os números desenham uma curva contínua de crescimento até 2019, interrompida em 2020, período em que especialistas apontam subnotificação provocada pelo isolamento da pandemia e retomada com ainda mais intensidade a partir de 2021.

Na prática, isso significa que milhares de crianças muito pequenas passaram a integrar as estatísticas de violência sexual em um intervalo extremamente curto.

Embora a faixa de 5 a 14 anos concentre o maior volume absoluto de notificações, com salto de 6.594 para 29.135 registros em dez anos, o avanço proporcional entre crianças de 0 a 4 anos chama atenção pela gravidade da exposição tão precoce.

Em 2024, os dados mostram que:

- 66% das notificações de violência sexual contra menores de 19 anos ocorreram entre 5 e 14 anos;

- 18% atingiram crianças de 0 a 4 anos;

- 16% envolveram adolescentes de 15 a 19 anos.

O Atlas aponta ainda que a violência sexual apresenta forte concentração justamente na infância e no início da adolescência, revelando um padrão persistente de vulnerabilidade.

O lar como cenário do medo

Talvez o aspecto mais perturbador do levantamento esteja no local onde esses crimes acontecem.

Para crianças de 0 a 4 anos, quase 80% dos casos de violência ocorreram dentro da própria residência. O espaço que deveria simbolizar proteção aparece, nos dados oficiais, como principal território de risco.

O estudo também mostra que 79,9% das ocorrências nessa faixa etária têm autoria doméstica — envolvendo pais, padrastos ou parentes próximos.

A violência, portanto, não chega de fora. Ela se instala no cotidiano.


Fonte: A Tarde

Por Luan Julião

MAIORIDADE PENAL: CCJ RETOMA VOTAÇÃO DE PEC NESTA QUARTA-FEIRA

 

CCJ da Câmara retoma debate sobre PEC que retoma maioridade penal - Foto: VInicius Loures / Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vai retomar, nesta quarta-feira, 27, a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

A proposta estava na pauta da semana passada, mas teve a análise adiada. Ao determinar a idade de 16 anos como maioridade legal, a proposta também fixa esta idade mínima para a obrigatoriedade de voto.

Tramitação

Caso seja aprovada, a PEC ainda precisará ser analisada por uma comissão especial, que pode alterar o teor da proposta original.

Depois disso, passará por análise do plenário da Câmara, onde precisará do apoio de ao menos 308 deputados em votação em dois turnos. Para ser promulgada, a proposta precisará ser analisada e aprovada pelo Senado.

Porque houve o adiamento?

O debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, previsto para a última terça-feira, 19, foi adiado na CCJ da Câmara.

O colegiado até chegou a iniciar a sessão, mas o presidente da comissão, deputado federal Leur Lomanto Júnior (União-BA), interrompeu o relator, o deputado Coronel Assis (PL-MT), quando ele começou a ler o texto.

Na justificativa, o parlamentar baiano disse que a ordem do dia no plenário principal da Casa foi aberta pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que o debate sobre a maioridade penal seria retomado posteriormente.

Embates

O texto é alvo de embates entre governistas e oposicionistas, especialmente pela forma como os grupos veem a medida no sentido de combater o crime no Brasil.

Parlamentares da base argumentam que apenas 8% dos atos cometidos por jovens são considerados graves e que esses jovens podem acabar sendo aliciados pelo crime organizado se ingressarem no sistema prisional.

De acordo com a proposta apresentada pelo relator, o deputado Coronel Assis, do PL-MT, jovens a partir de 16 anos poderão ser responsabilizados penalmente, mas apenas nos seguintes casos:

- Crimes hediondos (extrema gravidade e violência);

- Homicídio doloso;

- Lesão corporal seguida de morte.


Fonte: A Tarde

Por Yuri Abreu

SECRETARIA DE SAÚDE DE MUCURI É HOMENEGEADA COM MOÇÃO DE APLAUSOS DA CÂMARA MUNICIPAL PELO PROGRAMA "MELHOR EM CASA"

 

O secretário de saúde Fernando Jardim fazendo seu pronunciamento na tribuna do Poder Legislativo ao receber uma Moção de Aplausos do parlamento em homenagem ao programa “Melhor em Casa”.

O programa “Melhor em Casa”, executado pela Secretaria Municipal de Saúde de Mucuri, foi homenageado na manhã desta terça-feira (26/05) com uma Moção de Aplausos durante sessão ordinária da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Hélio Alvarenga Penha (PSDB). A proposição legislativa foi apresentada pelo vereador Edison Silva de Mattos, o “Sula” (PODE), e aprovada por unanimidade pelos parlamentares da Casa.

A honraria foi entregue ao secretário municipal de Saúde, o farmacêutico bioquímico Fernando Jardim, que esteve acompanhado por técnicos, enfermeiros e médicos que integram a equipe multidisciplinar do programa. O “Melhor em Casa” tem desempenhado um papel estratégico na rede pública de saúde do município ao substituir ou complementar internações hospitalares, levando atendimento humanizado diretamente às residências dos pacientes.


O vereador Sula fazendo a entrega da Moção de Aplausos ao secretário de saúde Fernando Jardim, ladeados pelos profissionais do programa “Melhor em Casa”.

Durante a entrega da Moção de Aplausos, o vereador Sula destacou a relevância social do programa e exaltou o compromisso dos profissionais envolvidos no atendimento domiciliar. “O ‘Melhor em Casa’ representa um dos mais nobres braços da saúde pública, porque leva dignidade, acolhimento e esperança para dentro do lar das famílias. Essa homenagem não é apenas ao programa, mas a cada profissional que transforma conhecimento técnico em cuidado humano, atendendo pessoas que muitas vezes necessitam de atenção contínua e de um olhar mais sensível do poder público. Por isso, nossos agradecimentos ao prefeito Robertinho e ao secretário Fernando Jardim pelo cuidado, compromisso e persistência pela boa qualidade dos serviços prestados”, declarou o vereador Sula.


Ao fazer uso da tribuna da Câmara Municipal, o secretário Fernando Jardim agradeceu a homenagem recebida e apresentou um panorama do funcionamento da saúde pública no município, destacando os avanços alcançados, os números expressivos de atendimentos e os procedimentos realizados pela rede municipal. Segundo ele, o programa tem sido essencial para desafogar unidades hospitalares e garantir um atendimento mais próximo e eficiente à população. “Quando a saúde chega à casa do cidadão, ela deixa de ser apenas um serviço e passa a ser presença humana, cuidado integral e respeito à vida. O ‘Melhor em Casa’ é fruto de uma gestão comprometida, de equipes dedicadas e de uma política pública que entende que humanizar o atendimento também é salvar vidas”, afirmou o secretário Fernando Jardim.


O momento especial da sessão ordinária também evidenciou na voz dos demais vereadores do Poder Legislativo, o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde de Mucuri, sobretudo, pelas equipes que atuam diretamente no atendimento domiciliar. A Moção de Aplausos simbolizou não apenas o reconhecimento institucional ao programa “Melhor em Casa”, mas também o fortalecimento das políticas públicas voltadas à humanização do atendimento e à ampliação da assistência médica no município de Mucuri.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mucuri

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Prefeitura de Mucuri e Sicoob Carlos Chagas ampliam projeto oftalmológico que transforma a vida de estudantes da rede municipal

 

Foto da inauguração da Agência do SICOOB em Mucuri em 04 de setembro de 2023.

Secretaria de Educação de Mucuri celebra parceria com o SICOOB para o projeto “De Olho no Futuro”.

A Prefeitura de Mucuri, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEME), mantém parceria com o Sicoob Carlos Chagas para a execução do projeto “De Olho no Futuro”, iniciativa de grande alcance social voltada à saúde ocular de estudantes da rede municipal de ensino. O programa oferece triagem oftalmológica, consultas especializadas e, quando necessário, a doação gratuita de óculos com lentes prescritas para crianças atendidas pela ação. O projeto “De Olho no Futuro” criado há 10 anos, é uma importante iniciativa social do Sicoob Carlos Chagas, que possui agência na cidade de Mucuri, que promove a saúde visual de crianças em idade escolar e em 2026, o projeto faz parte das comemorações do 35º aniversário da instituição financeira.

Conforme explica a professora e pedagoga Hernânia Américo, mediadora da SEME e coordenadora do programa em Mucuri junto ao Sicoob, a iniciativa tem como principal objetivo identificar problemas de visão ainda não diagnosticados, que muitas vezes comprometem a leitura, a escrita, a participação em atividades recreativas e até o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Segundo ela, nesta edição do projeto o Sicoob Carlos Chagas irá apadrinhar estudantes com idade entre 6 e 10 anos, contemplando 29 alunos da Escola Municipal Ismar Teixeira Guedes e outras 64 crianças da Escola Municipal Raul Gazzinelli.

“A visão é um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento infantil, especialmente entre crianças de 4 a 10 anos, fase em que estão em pleno processo de aprendizagem e descoberta do mundo ao seu redor. Enxergar bem é fundamental não apenas para o desempenho escolar, permitindo acompanhar adequadamente as aulas e atividades pedagógicas, mas também para as interações sociais e a exploração segura do ambiente”, destaca a professora Hernânia Américo, ao festejar o projeto “De Olho no Futuro”.

As ações desta nova etapa estão previstas para começar no início de junho. A parceria entre a Prefeitura de Mucuri e o Sicoob Carlos Chagas teve início em 2025, quando o programa reuniu 511 alunos das escolas da sede do município, em uma grande mobilização realizada na quadra da Escola Municipal Ismar Teixeira Guedes. Neste ano, o projeto continuará oferecendo consultas oftalmológicas gratuitas para crianças de 6 a 10 anos, garantindo atendimento médico especializado e a entrega de óculos de grau aos estudantes que necessitarem.

Foto do projeto “De Olho no Futuro” no encontro de 2025 com 511 alunos das escolas da sede do município, na quadra da Escola Municipal Ismar Teixeira Guedes.

Segundo o professor Dalmo Costa, secretário Municipal de Educação de Mucuri, os exames de acuidade visual serão realizados diretamente nas escolas por profissionais da saúde, permitindo que crianças com dificuldades visuais sejam encaminhadas para consultas oftalmológicas completas. Todo o processo é custeado pelo Sicoob Carlos Chagas, com apoio de cooperados que também colaboram na doação dos óculos, enquanto o município de Mucuri oferece suporte logístico e estrutural para a execução do programa.

“O principal objetivo do projeto “De Olho no Futuro”, que acolhemos com muito carinho em Mucuri, é garantir que todas as nossas crianças tenham acesso à saúde ocular de qualidade, independentemente de suas condições financeiras. Enxergar bem é fundamental para o aprendizado e para o desenvolvimento integral dos nossos estudantes. Cada criança atendida representa um passo a mais rumo a um futuro mais promissor para toda a nossa comunidade”, afirmou o secretário Municipal de Educação de Mucuri, professor Dalmo Costa.


Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mucuri





CAROLINA MARIA DE JESUS ECOA EM CANNES E LEVA AO MUNDO A VOZ QUE O BRASIL NUNCA DEVERIA TER SILENCIADO

 


Premiado no Marché du Film, no Festival de Cannes, longa inspirado na vida da escritora mineira reafirma a força do audiovisual brasileiro e evidencia o papel do fomento público na projeção internacional de histórias que atravessam fronteiras

Há histórias que atravessam o tempo. Outras, atravessam oceanos. E há aquelas raras que fazem as duas coisas ao mesmo tempo.

A trajetória de Carolina Maria de Jesus, mulher negra, escritora, catadora de papel, mãe solo e autora de uma das obras mais contundentes da literatura brasileira, acaba de conquistar mais um capítulo histórico: o longa-metragem inspirado em sua vida foi premiado no Marché du Film, durante o Festival de Cannes, um dos principais espaços de mercado do audiovisual mundial.

Ainda em fase de pós-produção, o reconhecimento internacional consagra uma obra que já nasce carregada de memória, urgência e potência simbólica. Coproduzido pela Globo Filmes, com direção de Jeferson De, roteiro de Maíra Oliveira, protagonizado por Maria Gal e produção de Clélia Bessa, da Raccord Produções, o filme conta com apoio da Lei Paulo Gustavo, política pública do Ministério da Cultura que vem fortalecendo a retomada do setor audiovisual brasileiro.

Mais do que um prêmio, a conquista sinaliza que a voz de Carolina segue viva — e necessária.

Para Maria Gal, atriz que interpreta a escritora e também integra a produção do longa, o reconhecimento chega como confirmação de algo que sempre esteve ali: a força universal da obra de Carolina.

“Receber esse prêmio tem um significado muito profundo para toda a equipe. Mostra que essa história já está atravessando fronteiras e despertando conexão internacional antes mesmo do lançamento oficial. Carolina escreveu sobre o Brasil, mas falava sobre humanidade, fome, dignidade, maternidade, sobrevivência e sonho — temas universais que atravessam culturas, idiomas e fronteiras”, celebra.

Interpretar Carolina exigiu de Maria Gal um processo de preparação intenso, físico e emocional, construído ao longo de quase um ano com profissionais do Brasil e dos Estados Unidos. Houve estudo rigoroso da obra, imersões urbanas, releituras, vídeos, pesquisa de contexto e transformação corporal.

“Caminhei pelas ruas de São Paulo e do Rio como Carolina fazia, observando silêncios, olhares e invisibilidades. Foi uma experiência profundamente impactante e humana”, conta.

Mas, para além da reconstrução histórica, o mergulho revelou uma dimensão que muitas vezes escapa às leituras superficiais sobre a escritora: “O que mais me atravessou foi a potência intelectual, emocional e espiritual dela. Carolina sonhava, desejava, amava e observava o mundo de maneira extremamente sofisticada. Mesmo vivendo em condições tão difíceis, nunca abriu mão da própria voz”.

Essa dimensão humana também guiou o trabalho da roteirista Maíra Oliveira, que integra o projeto há cerca de seis anos e mergulhou na obra Quarto de Despejo para construir uma narrativa cinematográfica inspirada na escritora.

“Carolina é infinita. O filme é um recorte inspirador, mas não encerra sua fabulação. Existem muitas Carolinas ainda por serem contadas", enfatiza. Segundo ela, um dos principais desafios foi encontrar um recorte possível dentro da grandeza da personagem.

A roteirista destaca que a adaptação buscou enfatizar justamente uma Carolina para além da fome e da escassez.

“Era fundamental mostrar uma mulher extremamente criativa e inventiva, que usava a imaginação como sobrevivência. Uma intelectual com visão de mundo muito à frente do seu tempo”, explica.

O Brasil que se vê no espelho

Para Maíra, o prêmio em Cannes tem um significado que vai além do êxito artístico. Ele reafirma a centralidade das políticas públicas no fortalecimento do cinema nacional.

“Mais do que olhar para o prêmio internacional, é preciso enaltecer o fomento público que tornou possível que essa história fosse contada com autonomia criativa e financeira. Sem isso, não teríamos como contar a história da maior escritora brasileira”, afirma.

O longa também recebeu apoio à internacionalização por meio da Spcine. A presidente da empresa pública, Anna Paula Montini, destaca que garantir a presença de produções brasileiras em mercados estratégicos é parte central da política de desenvolvimento econômico do audiovisual.

“A indústria não investe naquilo que não conhece. Viabilizar a participação internacional de projetos como Carolina Maria de Jesus é um passo estratégico para fortalecer nossa indústria e reafirmar, em escala mundial, a potência e a diversidade das histórias do audiovisual brasileiro”, destaca.

Para ela, o reconhecimento em um espaço como Cannes evidencia a maturidade criativa do cinema nacional: “Essa premiação ressalta o caráter universal das nossas histórias, capazes de emocionar pessoas de diferentes partes do mundo. Narrativas como a de Carolina consolidam o Brasil como um polo criativo de vanguarda”.


Fomento que projeta histórias brasileiras para o mundo

A conquista de Carolina Maria de Jesus em Cannes também revela a potência das políticas públicas de incentivo que vêm fortalecendo o audiovisual nacional e ampliando a presença brasileira nos principais circuitos internacionais.

O longa conta com apoio da Lei Paulo Gustavo, política pública coordenada pelo Ministério da Cultura que impulsiona a retomada e o fortalecimento do setor cultural em todo o país, estimulando a produção de narrativas brasileiras diversas e socialmente relevantes.

Registrado junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), o projeto já captou R$ 6.361.955,00 por meio de mecanismos de incentivo fiscal e está em fase de contratação de R$ 4 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para sua produção.

Os investimentos reforçam o papel estratégico do fomento público na consolidação de obras autorais capazes de dialogar com o mercado internacional sem abrir mão de sua identidade criativa e de seu compromisso com a memória cultural brasileira.

No caso de Carolina Maria de Jesus, esse apoio tem sido decisivo para transformar em linguagem cinematográfica a trajetória de uma das maiores escritoras do país, permitindo que sua história alcance novos públicos e reafirme, no cenário global, a força simbólica da cultura brasileira.

Como destaca a roteirista Maíra Oliveira, o reconhecimento internacional é também resultado direto desse modelo de fortalecimento do setor: “Mais do que olhar para o prêmio internacional, é preciso enaltecer o fomento público que fez possível que histórias autorais fossem realizadas com autonomia criativa e financeira. Sem isso, não poderíamos contar a história da maior escritora brasileira”.

Quando uma mulher negra se move

Há mais de uma década, o projeto vem sendo construído por uma articulação coletiva que reuniu produtoras, roteiristas, artistas e instituições públicas e privadas em torno de um mesmo propósito: fazer com que Carolina voltasse a falar para o mundo.

Para Maíra Oliveira, há um simbolismo incontornável nisso:

“Quando uma mulher negra se movimenta, mexe-se toda a estrutura”.

A frase de Angela Davis, evocada pela roteirista, parece encontrar eco exato neste momento.

A escritora que transformou a fome em literatura e a exclusão em documento histórico agora ganha as telas do cinema mundial. E talvez seja essa a maior vitória: Carolina continua escrevendo o Brasil — agora, projetada em luz sobre o mundo.


Fonte: Ministério da Cultura

Fotos: Divulgação


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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Mucuri investe R$ 5,3 milhões por mês no funcionalismo da educação e garante piso do magistério com reajuste acima de R$ 199 mil

 


Reajuste de R$ 199 mil beneficia 916 professores, orientadores e coordenadores em Mucuri – folha mensal atinge R$ 5.355.900,51 milhões e 841 docentes com jornada ampliada de 40 horas recebem piso mínimo de R$ 6.669,82.

A educação pública de Mucuri avança com números que chamam atenção e traduzem uma política de valorização concreta dos profissionais do ensino. O prefeito Roberto Carlos Figueiredo Costa, o “Robertinho” (UB), deu cumprimento a Lei Ordinária nº 891, sancionada por ele em 15 de abril de 2026, que autoriza a implementação do piso salarial para os profissionais do magistério da educação básica pública municipal, todos àqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, como funções de direção ou administração, planejamento e coordenação educacionais, exercidos no âmbito das unidades escolares da educação básica.

A medida reforça o compromisso institucional com a qualidade do ensino, ao reconhecer que a valorização profissional é peça-chave para o desenvolvimento educacional. Os dados financeiros evidenciam o peso desse compromisso. Atualmente, a folha mensal com o funcionalismo da educação em Mucuri atinge R$ 5.355.900,51, resultado de uma engenharia orçamentária que destina 60% dos recursos do FUNDEB e o município ainda complementa a folha com cerca de 35% a 40% de receitas próprias. Essa composição revela não apenas o cumprimento das obrigações legais, mas um esforço adicional da gestão municipal para garantir que nenhum profissional fique desassistido – um indicativo claro de prioridade política voltada à educação.

Com o reajuste de 5,4%, pago nesta última terça-feira (05/05), de forma retroativa a 1º de abril, a administração municipal ampliou em R$ 199.247,65 o impacto mensal na folha da educação, beneficiando diretamente professores, orientadores e coordenadores, impactando diretamente 916 profissionais. Na prática, atualmente em Mucuri um professor com carga de 20 horas passa a receber R$ 3.334,91, enquanto os profissionais com jornada de 40 horas alcançam R$ 6.669,82. Ao todo, a rede conta com 53 especialistas em educação, 22 professores com carga de 20 horas e 841 profissionais com jornadas ampliadas (40 horas), demonstrando a robustez do quadro educacional do município de Mucuri.

Segundo o secretário Municipal de Educação de Mucuri, professor Dalmo Costa, são mais do que números, os investimentos refletem uma visão estratégica e eficiente. “Educar com qualidade exige valorização contínua, estabilidade financeira e reconhecimento do papel transformador do educador. Quando o prefeito Robertinho, assegura o piso nacional, ele vai além, pois garante a integridade dos vencimentos para todos, complementando recursos com receitas próprias e, daí a gestão municipal de Mucuri consolida uma política educacional que alia responsabilidade fiscal e compromisso social, criando bases sólidas para um futuro mais justo e desenvolvido”, destacou o secretário Dalmo Costa.


Fonte: Ascom PMM

PREFEITURA DE MUCURI PROMOVE 7ª CONFEFÊNCIA MUNICIPAL DE SAÚDE, NO DIA 20 DE JUNHO

  A Prefeitura Municipal de Mucuri, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Conselho Municipal de Saúde, convida toda a...